O número de condomínios que recorreram a financiamento para instalar sistemas solares nas áreas comuns dobrou entre 2024 e o início de 2026. Veja o que avaliar antes de levar o tema à assembleia.
A energia solar deixou de ser assunto de tendência para virar pauta de assembleia. Segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), o Brasil adicionou 10,6 GW de capacidade solar instalada em 2025, consolidando a fonte como a segunda maior da matriz elétrica do país. O número de condomínios que recorreram a financiamento para instalar sistemas solares nas áreas comuns dobrou entre 2024 e o início de 2026, conforme reportagens de veículos especializados no setor.
Mas, nem toda proposta que chega até o síndico é adequada para o perfil do seu condomínio. Antes de levar o tema para votação em assembleia, vale entender o que considerar na avaliação.
A geração distribuída permite que o condomínio instale painéis solares nas coberturas ou em áreas comuns e injete o excedente de energia na rede da distribuidora, acumulando créditos que compensam o consumo das áreas comuns como elevadores, iluminação e sistemas de bombas de água.
A Lei 14.300/2022 regula esse modelo no Brasil. Um ponto importante para síndicos: sistemas conectados após janeiro de 2023 estão sujeitos à cobrança progressiva do Fio B, que é a tarifa pelo uso da rede da distribuidora. Em 2026, o percentual está em patamar moderado, o que ainda preserva a viabilidade econômica da maioria dos projetos. Os créditos gerados têm validade de 60 meses.
Área disponível para instalação, consumo médio das áreas comuns, tipo de telhado ou estrutura, orientação solar do prédio e histórico de gastos com energia são os dados básicos para uma análise de viabilidade. Qualquer empresa séria deve entregar esse levantamento antes de apresentar uma proposta.
Além disso, é importante verificar a reputação da empresa instaladora, o prazo de retorno do investimento, as garantias dos equipamentos e o que acontece com a manutenção ao longo do tempo. Contratar sem assessoria técnica independente é um risco que pode sair caro.
Condomínios com alto consumo nas áreas comuns, telhados com boa exposição solar e capacidade de investimento ou acesso a financiamento tendem a ter retorno mais rápido. Já condomínios com áreas sombreadas, estrutura inadequada ou consumo reduzido podem não atingir o retorno esperado no prazo projetado pela maioria das propostas comerciais.
A decisão precisa ser tomada com dados, não com entusiasmo. Levar uma proposta para assembleia sem análise técnica prévia é colocar o síndico em uma posição difícil.
Quer saber se energia solar faz sentido para o seu condomínio? Fale com nossa Rede de Soluções.
Entre em contato com a nossa equipe e solicite sua proposta hoje mesmo
Solicite sua proposta