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Energia solar em condomínio: quando vale o investimento e por onde começar

O número de condomínios que recorreram a financiamento para instalar sistemas solares nas áreas comuns dobrou entre 2024 e o início de 2026. Veja o que avaliar antes de levar o tema à assembleia.

  • 24 de Setembro de 2026
  • Gestão
  • BCF Administradora
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Energia solar em condomínio: quando vale o investimento e por onde começar

A energia solar deixou de ser assunto de tendência para virar pauta de assembleia. Segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), o Brasil adicionou 10,6 GW de capacidade solar instalada em 2025, consolidando a fonte como a segunda maior da matriz elétrica do país. O número de condomínios que recorreram a financiamento para instalar sistemas solares nas áreas comuns dobrou entre 2024 e o início de 2026, conforme reportagens de veículos especializados no setor.

Mas, nem toda proposta que chega até o síndico é adequada para o perfil do seu condomínio. Antes de levar o tema para votação em assembleia, vale entender o que considerar na avaliação.

Como funciona a energia solar para condomínios?

A geração distribuída permite que o condomínio instale painéis solares nas coberturas ou em áreas comuns e injete o excedente de energia na rede da distribuidora, acumulando créditos que compensam o consumo das áreas comuns como elevadores, iluminação e sistemas de bombas de água.

A Lei 14.300/2022 regula esse modelo no Brasil. Um ponto importante para síndicos: sistemas conectados após janeiro de 2023 estão sujeitos à cobrança progressiva do Fio B, que é a tarifa pelo uso da rede da distribuidora. Em 2026, o percentual está em patamar moderado, o que ainda preserva a viabilidade econômica da maioria dos projetos. Os créditos gerados têm validade de 60 meses.

O que avaliar antes de contratar?

Área disponível para instalação, consumo médio das áreas comuns, tipo de telhado ou estrutura, orientação solar do prédio e histórico de gastos com energia são os dados básicos para uma análise de viabilidade. Qualquer empresa séria deve entregar esse levantamento antes de apresentar uma proposta.

Além disso, é importante verificar a reputação da empresa instaladora, o prazo de retorno do investimento, as garantias dos equipamentos e o que acontece com a manutenção ao longo do tempo. Contratar sem assessoria técnica independente é um risco que pode sair caro.

Quando faz sentido e quando não faz

Condomínios com alto consumo nas áreas comuns, telhados com boa exposição solar e capacidade de investimento ou acesso a financiamento tendem a ter retorno mais rápido. Já condomínios com áreas sombreadas, estrutura inadequada ou consumo reduzido podem não atingir o retorno esperado no prazo projetado pela maioria das propostas comerciais.

A decisão precisa ser tomada com dados, não com entusiasmo. Levar uma proposta para assembleia sem análise técnica prévia é colocar o síndico em uma posição difícil.

Quer saber se energia solar faz sentido para o seu condomínio? Fale com nossa Rede de Soluções.

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